IA como ferramenta de apoio

Na Bolha, IA é parte do nosso repertório: sempre aplicada com propósito, critério e cuidado para entregar experiências confiáveis.
Quando muito se falava sobre metaverso e web3, decidimos não surfar essa onda. Os termos eram novos, nem tanto os conceitos por trás, e não víamos aplicação escalável para o nosso negócio e para nossos clientes.
Inteligência artificial é diferente. Existe muito hype, sim, mas há um inegável potencial transformador. Sua aplicação se tornou rapidamente difundida em diversos meios, cada vez mais ao alcance da população.
Antes mesmo do hype, a Bolha criava projetos com tecnologias de fronteira em visão computacional, reconhecimento de padrões, style transfer, arte e rotoscopia generativa. Sempre fomos cuidadosos para não tratar a tecnologia como fetiche. Nossa maior riqueza ao trabalhar junto com clientes e agências é combinar tecnologia com propósito.
Somos um laboratório de inovação, então é natural que exploremos diversas tecnologias. Pesquisamos, desenvolvemos provas de conceito, testamos diferentes modelos, ferramentas e técnicas. Isso é uma constante do nosso dia a dia, porque precisamos expandir nosso repertório e, ao mesmo tempo, acompanhar os diversos avanços no segmento.
Com toda a popularização da inteligência artificial, a IA virou ferramenta. Está nas mãos de criativos, desenvolvedores e clientes. Ela é sedutora: descomplicada, fácil, rápida, induz uma sensação de realização a cada resposta. A nova geração de inteligência artificial é impressionante. Ela escreve, sugere, organiza, orienta. Clona e cria vozes, produz vídeos, fotos, ilustrações, 3D e outros assets.
Mas há uma verdade pouco dita: IA é otimizada para responder, para produzir um retorno, não para estar certa. Se falta informação, ela completa. Se há ambiguidade, ela assume. Quando não sabe, ainda assim ela produz algo plausível. Porque foi otimizada para manter a conversa fluindo, e não para garantir que a resposta funcione no mundo real. Se isso é verdade em uma conversação, imagine quando a IA é aplicada na programação.
Para quem está construindo produtos, marcas e experiências críticas, isso não é detalhe técnico. É risco. Decisões baseadas em respostas não verificadas geram:
- retrabalho;
- inconsistência;
- perda de confiança;
- instabilidade;
- erros silenciosos que escalam rápido; e
- no fim, uma manutenção mais custosa ou reescrita.
Por isso, não tratamos IA como oráculo. Tratamos como ferramenta assistiva, supervisionada e testável. Nosso princípio e orientação fundamental ao time são:
- experimentem, testem, avaliem;
- IA não substitui julgamento;
- IA não encerra decisões;
- IA não é fonte única de verdade;
- IA não detém as fontes mais atualizadas;
- cada um é responsável por sua entrega.
Na Bolha, usamos IA para ampliar nossas capacidades criativa e técnica, não para automatizar responsabilidades. Não importa o que produzimos ou as ferramentas que usamos: sempre aplicamos validação humana e compartilhamos, entre todos os envolvidos, quais são os critérios claros de qualidade.
Nosso objetivo não é apenas responder, produzir e entregar mais rápido; embora agilidade seja parte integral da nossa rotina. Nosso objetivo é acertar com consistência, ter excelência no design e na qualidade de entrega. Tudo isso para garantir responsabilidade, rigor e confiança real no que colocamos no mundo.



